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EGO ou o CORAÇÃO: quem você escuta?

face-66317_1920Ego é uma palavrinha de difícil definição! Há diferentes formas de compreendê-la em várias tradições, mas vou considerar aqui como tudo o que atende uma vaidade, uma imagem externa, uma expectativa alheia.

Estou ressaltando uma tendência comum de querer atender o externo ou o que imaginamos que seja nossa imagem no mundo como: O competente, O bonzinho, O inteligente, O galã, A boa samaritana, A mãe, A namorada, A boa filha etc.

Todos temos muitos papéis em nossas vidas. Somos filhas, esposas, namoradas, netas, sobrinhas, funcionárias, colegas, amigas; enfim, cada um destes papéis exige de nós uma ação, uma habilidade, um perfil, uma característica. E mais, ainda temos um desdobramento destes personagens, atuando bem ou mal em alguns deles, desempenho que vai variar de acordo com as nossas expectativas e as alheias. Neste ponto, surge o que eu estou chamando de ego: quando passamos a atuar baseados na expectativa do que NÓS ACHAMOS que seja a vontade alheia, ao invés de alicerçar nossas ações em nossos corações, condições ou vontades reais.

Parece estranho, mas vou ilustrar com o exemplo clássico do aluno nota 10: é esperado que ele tire uma ótima nota e se destaque. Ele acha que a professora espera isso dele, a família espera isso dele, os vizinhos, enfim a escola em peso. Assim, ele constrói a imagem de que se for o aluno exemplar que todos esperam, desfrutará do amor e aceitação de todos. Ou seja, aquela imagem de aluno popular dos filmes americanos. Caso ele não consiga atender a tais expectativas, que ELE mesmo construiu, o resultado será frustração e menos aceitação de si mesmo, fruto de uma grande e profunda auto-crítica. Veja bem, não estou dizendo que todos estes personagens citados não ficariam felizes com a boa nota do aluno, estou apenas analisando que foi o aluno quem vinculou seu bom desempenho ao amor e aceitação das pessoas ao seu redor.

Fique claro, que não estou negando que há modelos de sucesso, estereótipos e expectativas que construímos e a própria sociedade nos impõe. Mas o problema é quando internalizamos estas imagens e acreditamos que só seremos amados se correspondermos a este modelo super idealizado de perfeição.

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Pare e pense se a sociedade não faz isso conosco nos entupindo de tragédias entre anúncios comerciais de produtos e imagens de sucesso. É interessante estarmos insatisfeitos, é assim que o sistema que vivemos se sustenta: da nossa frustração, raiva e indignação, apontando como solução imediata o consumo.

Amor, aceitação, felicidade não tem nada a ver com expectativas, idealizações, metas e objetos de consumo ou sucesso. Este é um ponto importante para compreendermos que a única forma de conquistarmos amor, aceitação e respeito é sendo NÓS MESMOS. Quem não for capaz de sentir isso pelo nosso EU autêntico, com certeza, não nos merece. Leia também: AUTENTICIDADE: condição para o sucesso!

Assisti recentemente o Clássico “Sociedade dos Poetas Mortos” e foi exatamente esta a minha reflexão. Os pais depositavam tantas esperanças e cobranças em seus filhos que não permitiam que eles, simplesmente, fossem ELES mesmos. Na verdade, queriam que fossem suas próprias expectativas frustradas, disfarçadas de sonhos!

Quantas vezes NÓS não fazemos isso conosco? Idealizando um personagem, nos cobrando atitudes ou metas que não estão condizentes com a pessoa que SOMOS de verdade? Estamos aqui para SERMOS NÓS MESMOS, parece óbvio, mas diante deste cenário que descrevi, trata-se de uma atitude revolucionária!

Geralmente, buscamos agradar os pais, o marido, o chefe, o facebook e todas as formas de externalização que temos, mas esquecemos de agradar a pessoa mais importante deste mundo: NÓS MESMOS!

Sei que pode parecer uma frase egocêntrica demais ser a pessoa mais importante do seu próprio mundo, mas funciona como as orientações de voo: “coloque a máscara primeiramente em você, para depois ajudar outras pessoas.” Quando ouvimos nós mesmos no mais íntimo do ser, sentimos uma paz, uma harmonia, uma plenitude tão grande que não somos egocêntricos ou egoístas como muitos temem, somos sim mais amorosos e tolerantes com os outros! 

A frase de Jesus apesar de tão citada, me parece pouco compreendida: “Ame ao próximo como a si mesmo”. Amar ao próximo não significa passar por cima de nós mesmos, significa sim que quando amamos profundamente a pessoa única e exclusiva que somos, transbordamos este amor para o mundo e compreendemos melhor nosso próximo. Ame-se como é e será capaz de amar aos outros como eles são!


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2 Comments

  1. Gisele A. Mendonça Peixoto

    Gratidão pelo comentário Rafael. O artigo como um todo é um grande convite! Sempre estamos suscetíveis à voz do ego, faz parte de nossa natureza e do mundo em que vivemos. Mas quando temos consciência que o ego existe, somos capazes de ficar mais atentos ao nosso coração! Acredito que estamos todos em constante evolução, alguns de forma mais consciente e outros resistindo um pouco mais… Namastê! _/\_

  2. A reflexão sem dúvida é muito boa!!! Confesso que esse último paragrafo realmente é algo que todos devemos trabalhar… uns para conquistar essa evolução e outros para manter!!!

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