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Paz Interior

solid-white-cat-1107220_1280A palavra paz é muito utilizada, mas às vezes nem compreendemos em profundidade seu significado, menos ainda a importância da Paz Interior. Quando recorremos ao dicionário Michaelis um dos sinônimos de paz é o silêncio, tranquilidade da alma, respeito.

Cabe fazer uma provocação aqui: Você está em paz consigo mesmo?

Não é possível falar em paz externa quando por dentro estamos em constante conflito com quem somos, com nossas vontades ou com o que acreditamos. Parece óbvio, mas somente conquistamos uma vida cheia de paz quando desenvolvemos nossa paz interior.

Há sim muito preconceito com a paz, por mais incrível que pareça as pessoas dizem querer paz, mas não a exercitam no seu dia-a-dia. Afinal, a paz pressupõe aceitação e quem de nós está disposto a se aceitar ou aceitar ao outro? Queremos poder e controle, para isso julgamos e criticamos. Para isso até mesmo nos violentamos traçando metas e planos mirabolantes que apenas nos sabotam e não permitem que sejamos quem somos.

Muitas pessoas têm um grande preconceito com a ideia de Yoga, meditação, ser zen. Nem vale a pena adentrar aqui o significado profundo de tudo isso, porque estou falando mesmo dos estereótipos que rondam essas ideias. Muitos tendem a fazer uma grande confusão entre paz e pasmaceira, comodismo. Isso está longe de qualquer aproximação com os praticantes das atividades citadas acima, mas, por vezes, encontro alguém com esta imagem totalmente distorcida e equivocada.

Paz é a aceitação profunda de que não temos controle sobre as coisas, pessoas e fatos. Trata-se de uma postura de entrega, alicerçada na certeza de que estamos aqui para olhar dentro de nós mesmos e aceitarmos quem somos, somente assim conquistaremos a Paz Interior.

“O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.” Provérbio hindu

Desta forma, fica claro que paz não tem nada a ver com pasmaceira, exige sim muito “trabalho” interno, muita disposição para entrar em contato com nossos conteúdos nada agradáveis. E, ao invés de rejeitá-los, compreender que fazem parte de quem somos, de nossa jornada de aprendizado, e que podemos nos conhecer melhor através deles. Afinal,como já foi mencionado antes: “Tudo o que resiste, persiste!” Jung. Leia também “Pronto para sair da zona de conforto?”

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A paz só pode ser construída com muita humildade e aceitação para olhar nossas sombras e acolhê-las como partes nossas, como grandes instrumentais de autoconhecimento e de desenvolvimento pessoal, tal como o medo. Leia também “VOCÊ tem MEDO de quê?”

Para fazer isso é preciso LEVEZA! É preciso abrir mão do controle, do apego e se deixar FLUIR. Este é um caminho que pode parecer assustador, pois estamos tão acostumados a criar padrões e modelos de comportamento, queremos controlar, queremos nos manter apegados a regras e idealizações que criamos para esquecer que não temos o menor controle sobre absolutamente nada. Para não vivermos em pânico com esta constatação, idealizamos várias formas de controle que acabam por nos escravizar a modelos imaginários e superficiais.

Para que estes modelos tenham “validade” e possam ser reforçados para nós, tentamos impor aos outros esta mesma construção. Desta forma, nasce o julgamento, a ideia extremamente rígida e inflexível de certo e errado. E, com base nisso, vivemos e queremos que os outros vivam dentro desta caixa limitada da nossa visão de mundo.

“Todo ponto de vista é a vista de um ponto” Leonardo Boff

Assim, perdemos a diversidade do mundo e das pessoas, mas principalmente perdemos contato com a nossa criatividade, nossa capacidade de nos reinventar a todo momento. Vivemos em função de modelos, julgamentos, expectativas e perdemos a conexão profunda com quem somos, com nossa essência.

Voltados para fora, rotulados e rotulando, perdemos a oportunidade de enxergar o quanto somos únicos e especiais! Neste conflito interno entre quem somos de verdade e quem tentamos ser para sermos aprovados ou tentarmos corresponder às expectativas alheias, perdemos a oportunidade de desenvolver a nossa PAZ INTERIOR.

O caminho para a paz interior, portanto, exige um mergulho profundo para entrar em contato com quem somos (luz e sombras). Requer também muito respeito ao nosso movimento de autodesenvolvimento e uma atenção bastante focada em si mesmo. Não estamos aqui para olhar para fora e julgar quem quer que seja! Nossa missão é conosco, sem as ilusões de apego e controle que o ego cria para nos distrair do foco principal que é redescobrir quem somos e vivenciar esta experiência única e maravilhosa de sermos nós mesmos!

“A vida continua em marcha, com mil e uma incertezas. É aí que está a liberdade dela. Não chame a isso de insegurança.” Osho

 


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