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Autorresponsabilidade: você está tentando ser herói ou vítima?

Mulher Maravilha

Fonte: Pixabay

Você quer bancar o herói ou a vítima da sua história? Em diversos momentos de nossa vida adotamos posturas, personagens para nos identificarmos e “reagirmos” à vida de acordo com nossas crenças. Este texto é um convite para tomarmos consciência, assumirmos nossa autorresponsabilidade e passarmos a AGIR em nossa vida.

Não existe como salvar outras pessoas! Eis uma afirmação que desafiará muitos egos inflamados… Por muito tempo eu acreditava ser possível “salvar” outras pessoas, ampliar a consciência, ensiná-las o que eu mesma tinha aprendido à duras penas.

Contudo, isso é extremamente ilusório. Hoje acredito que seja uma necessidade de se julgar numa posição diferente da pessoa a quem estamos querendo ajudar ou “salvar”. Na verdade, reflete muito mais uma necessidade de reafirmação e, portanto, uma insegurança profunda recoberta por uma camada de vaidade e prepotência.

Há que se ter disposição para remover as capas que encobrem o Ser; para abrir mão das dependências e do desejo. Há que se ter disposição para abrir mão do jogo do sofrimento, que consiste basicamente em forçar o outro a dar algo que ele não tem para dar. Essa é a insanidade do ‘eu’ idealizado: ele cobiça algo que está fora do alcance.

Sri Prem Baba

Não existem degraus, existem percursos. Não existe hierarquia de consciência, existem condições! Acredito muito no poder do compartilhar, tanto que este é o objetivo primordial do site: compartilhar para ampliar a consciência (a minha e a dos leitores). Contudo, isso só pode ser feito quando há vontade, pré-disposição, interesse genuíno…

Por isso, reafirmo que não é possível salvar pessoas! Os “heróis salvadores” estão querendo uma medalha no peito, aplausos e congratulações por serem criaturas generosas. As vítimas estão querendo migalhas de um olhar, um empurrão, algo que lhes tire a responsabilidade por sua vida. Ou seja, trata-se de um círculo vicioso que se retroalimenta: o herói quer o status do salvamento, enquanto a vítima quer se sentir salva. Vale muito a pena ler o texto da Flavia Melissa: “Me descobri coodependente. E agora?” para entender melhor esta dinâmica.

Autorresponsabilidade

Cada um é responsável por si e esta já é uma responsabilidade excelente para todos nós. Então, por que cismamos em querer dar conta da vida do vizinho? Todo herói salvador tem um enorme dedo julgador por trás de sua cara de bom moço: “Eu vou te ajudar porque eu sou forte e você precisa de mim, seu fracote!”. Caso a pessoa resolva se empoderar e fortalecer a ponto de não precisar do herói, sua reação é de raiva e decepção, sentindo-se traído. Isto porque ele não só gostava de ajudar, mas precisava disso para se sentir poderoso. Leia também A vida é o aqui e agora: use seu PODER PESSOAL!

Se você se identificou com qualquer um dos papéis? Fique tranquilo, todos nós os exercitamos em algum momento de nossa vida. Agora, que estamos tomando consciência disso, fica mais fácil limpar o horizonte e olhar as questões que realmente são importantes! Àquelas que evitamos olhar por medo, angústia, e empurramos para debaixo do tapete, mas que contém em si nosso verdadeiro poder.

A vida é um caminho de sombras e luzes. O importante é que se saiba vitalizar as sombras e aproveitar a luz. Henri Bergson

Olhe para si, para suas questões! Seja o protagonista de sua história e mergulhe profundamente na jornada de autoconhecimento que pode resgatar seu verdadeiro poder pessoal. Não fique procurando heróis para se vitimizar ou vítimas para salvar, dentro de você existe tanta luz quanto sombras. É a capacidade de integrá-las que te dará condições para resgatar sua Essência e ser quem você realmente veio para ser!

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