• PORQUE A EVOLUÇÃO É CONTÍNUA!!! Preencha seu e-mail e receba nossos Posts!

Maternidade: busca por perfeição gera solidão

Atualmente vivemos a guerra fria da maternidade, rs! Há uma militância que envolve a mãe e isso fica explícito quando te perguntam: foi parto normal ou cesárea? Você amamenta ou usa mamadeira, seu bebê usa chupeta? E por aí seguem várias e várias escolhas que rondam o universo materno.

Este post não é para fazer apologia a nenhum dos lados! Mas para trazer consciência à dureza destas posturas, que enrijecem ainda mais o desenvolvimento de um papel que, por si só, já traz tanto “peso” social.

O peso da maternidade

Nunca gostei de associar a imagem da mãe a esta coisa pesada, sofrida, praticamente um fardo. Mas tenho refletido bastante e sentido na pele que às vezes pesa. Não pela minha filha, mas pela sociedade machista, pela busca de perfeição para seguir o modelo X ou Y, pela própria mentalidade construída em torno da figura materna e, SOBRETUDO, pela minha autocobrança feroz. Ou seja, o meu profundo medo do meu melhor não ser suficiente!

Vivemos uma era abençoada, a era do conhecimento! Temos acesso à tantas informações, que fica difícil alegar ignorância às decisões que tomamos em relação aos nossos filhos. Nossas mães não tinham tantos recursos e, claro, fizeram o melhor com os instrumentos que tinham: gratidão extrema, mãe! Mas nós temos o Google, o Youtube e uma infinidade de especialistas defendendo essa e aquela teoria!

Adoro o trabalho da Clarissa Yakiara e como ela diz: educar um filho é, em primeiro lugar, se auto educar! Acredito muito nisso! Não fomos ensinadas a lidar com nossas emoções! E este é o primeiro passo quando o assunto é educação. Não dá para ensinar o que não praticamos!

Por isso, acho fundamental trazer à tona o sentimento de solidão que ronda a maternidade. E acredito que ele aconteça muito por conta desta militância radical que segmenta e exclui, compara, julga e segrega. Dou minha mão à palmatória aqui, porque em milhões de momentos eu observo criticamente as mães que fazem coisas diferentes das quais eu acredito.

Acho que temos um entendimento torto pensando que quando apontamos o “erro” da outra, tiramos o foco do nosso próprio e gigantesco medo de errar!

Acolhimento ao invés de julgamento

Acho que é aí que está a chave do problema, ninguém quer ser julgada e quando julgamos o outro, já estamos julgando a nós mesmas. Estamos exaustas pela pressão social, pelo peso da imagem sacro santa da mãe, pelos inúmeros modelos e receitas de como educar nossos filhos… Estamos estafadas!

Assisti um TED maravilhoso sobre o quanto, por vezes, o papel de mãe é exaustivo! E olha que esta declaração vem de uma atleta profissional! São 8:05 de um relato incrível de Karen Jonz.

Infelizmente, não recebemos troféu! Geralmente recebemos algum julgamento ou alguma classificação entre “direita” e “esquerda”, rs. Acredito muito, muito mesmo, no poder do conhecimento, na busca por informação e confesso: sou viciada no Youtube, rs! Mas é preciso dar uma trégua às mães, olhar a TODAS com olhos mais amorosos e compassivos, porque apenas podemos curar através do amor! Julgamentos só disseminam o ódio e a exclusão. Apenas o amor e a compaixão integram.

“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.” Provérbio Africano

Gosto muito da fala de um padre no meu casamento propondo a reflexão sobre as guerras que travamos em nosso cotidiano e a importância de perguntarmos ao final: O amor venceu? Não tem sentido vencer uma discussão de palavras quando o amor ficou ausente.

Se olharmos direitinho, todas as crianças emanam amor! Mas precisamos estar mais receptivas para olhar o filho das outras como nosso filho! E cuidar com amor e respeito, acima de qualquer ideologia, opinião ou julgamento.

Gostou do texto? Para receber novos posts preencha abaixo.

Seu e-mail (obrigatório)


Seu comentário é importante para nós!

Comentário(s)

Adicionar a favoritos link permanente.

Reflita Conosco!!!