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SER e TER: eis a questão!

Por muito tempo a dicotomia ser ou ter foi praticamente uma sentença para mim. Ela me indicava dois caminhos claros de escolha de vida!

Algumas pessoas escolhiam SER e, por isso, prezavam a “liberdade”, o prazer, o essencial,  a simplicidade, a profundidade das coisas. Para estas o mais importante era expressar, de fato, a pessoa que eram.

Por outro lado, haviam pessoas que preferiam o ter e em prol dele sacrificavam sua Essência para conseguir coisas materiais.  Neste caminho estava a busca apenas por bens materiais, a superficialidade, uma tendência fútil de medir as pessoas apenas pelo valor monetário que elas pudessem agregar.

Crenças Limitantes 

Desta forma dicotômica criei vários binômios: razão X emoção; sucesso X felicidade; dinheiro X espiritualidade; beleza X inteligência… Assim, enxerguei a vida a partir de uma ótica minúscula e restrita a binômios que sintetizavam sempre o TER x SER.

Muito recentemente notei que esta visão não fazia o menor sentido e estava muito mais relacionada a uma crença limitante, bastante arraigada de que não podemos ter tudo. Era preciso escolher por qual caminho seguir e o mais virtuoso parecia o SER. Afinal, dinheiro é sujo, corrompe as pessoas, desagrega e causa desgraças em famílias.

Para mim, o caminho mais seguro pressupunha autodesenvolvimento, inclusive sob uma ótica de sofrimento e, de certa forma, punitiva. Não é à toa que o tema finanças do blog tem poucos artigos. Eu não me sentia tranquila para escrever a respeito e me sentia um pouco incomodada pela forma tão direta que meu marido abordava o tema. Apenas agora, vejo como minha visão dicotômica afunilou as coisas e colocou como opostos assuntos que podem ser complementares.

Descobrindo Crenças Poderosas

Como diz a monja Cohen não é preciso ir para o Tibet pra meditar. Também acho que não é preciso fazer voto de pobreza para ir para o céu. Não é preciso sofrer para merecer a redenção. Não é preciso ser infeliz na profissão para ter sucesso no amor. Não é preciso ter uma vida financeiramente ruim para ter saúde. Estas são crenças limitantes que criamos a partir de experiências que tivemos, que segmentaram nossa capacidade de enxergar as coisas. Leia também PROSPERIDADE OU DECADÊNCIA: o que você escolhe?

Adoro desejar prosperidade para as pessoas.  Mas apenas recentemente esta palavra ganhou um sentido mais profundo para mim. Prosperidade não significa necessariamente ter muitas posses e bens materiais,  pois se isto não estiver alinhado com o SER, certamente cairá no vazio da superficialidade que eu sempre temi.

Tem um artigo que super recomendo do Personare que trabalha muito bem este conceito: O que significa prosperidade para você? Entenda como abrir os caminhos para esta energia em sua vida:

Podemos ter tudo, mas se não estivermos emocionalmente, mentalmente e espiritualmente equilibrados, sentiremos insatisfação. Isso nos leva a um conflito, afinal, se temos o que queremos, por que sentimos vazio e insatisfação? Quando não encontramos a explicação para esse mal estar, isso gera mais angústia, a qual tentamos, por sua vez, remediar buscando mais do “ter”, que nos leva cada vez mais para longe daquilo que de fato pode nos fazer feliz. Afinal, não adianta tentar satisfazer no nível físico uma falta que está nos níveis internos. Ceci Akamatsu

Ou seja, é preciso agregar as ideias de SER e TER, isso é prosperidade e abundância!

O dinheiro: vilão ou lupa?

Em diferentes perspectivas, familiares, culturais e religiosas, o dinheiro sempre me pareceu o vilão da história. Mas agora que estou refletindo mais profundamente e estou mais amadurecida para olhar outros aspectos da questão, vejo como, na verdade, ele pode ser uma lupa para enxergarmos situações.

A lupa não distorce, apenas mostra a realidade de forma mais detalhada. Muitas vezes o dinheiro traz a tona aquele complexo de inferioridade do fundo da gaveta; aquela inveja dita “branca”, mas que estraga relações e distancia pessoas; aquele medo de estar “perdendo” se o outro estiver ganhando… O dinheiro muitas vezes revela o medo que temos de não estarmos no caminho certo, a necessidade de competir para se auto-afirmar, a necessidade de dominação que ainda marca fortemente nossas relações sociais em todos os níveis.

Tive duas experiências interessantes: uma com adultos e outra com uma criança de 5 anos. Em algum momento da situação eles falaram em dinheiro, em enriquecer e eu disparei convicta: “Mas eu já sou rica!” kkk, a cara de espanto de ambos foi a mesma e retrata todo o preconceito que temos com a ideia de riqueza. Será que precisamos do vil metal para sermos ricos ou já somos ricos e ficamos projetando isso num sonho indefinido de perfeição que nunca chegará?

É possível SER e TER, quando o ter representa fluidez, confiança no processo. “A vida me traz o que eu preciso no momento! Entrego, confio, aceito e agradeço”.

Por isso, desejo prosperidade a todos. Que o TER seja expressão do nosso SER e nos traga completude,  integralidade… Muitas vezes temos pouco, aos olhos dos outros, mas este pouco é absolutamente TUDO o que precisávamos naquele momento.

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