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SENTIR para curar: o caminho de retorno à sua Essência

Permitir-se sentir é um tema recorrente dos posts. Cada vez mais tenho percebido como bloqueamos as nossas emoções mais primitivas e o quanto isso nos faz mal!

Fomos ensinados que era feio sentir medo, ódio, inveja… Em suma, fomos ensinados a ter vergonha de nossa condição humana.

Sentir

Fonte: Pixabay

O legal é ser forte, bonzinho ou então um vilão inteligente como aparece, muitas vezes, nas novelas e seduz a grande massa com sua perspicácia.

Fugir para não sentir

Tenho refletido o quanto se tornou difícil acessar verdadeira e profundamente nossas emoções. Afinal, o que mais desenvolvemos foram técnicas de como fugir delas: comprar, comer, se exercitar, ficar na internet… Nós estabelecemos um caminho que nos afasta do desconforto de nossas emoções e nos permite uma sensação temporária e viciante de prazer através das compulsões. Leia também: 2° Passo para ser feliz: EQUILIBRAR-SE!

Com a filosofia da medicina chinesa aprendi que temos 4 emoções básicas de onde derivam todas as outras: raiva, medo, alegria e tristeza. Estas emoções são comuns a todos nós como seres humanos. Mas como é estranho pensar que a Madre Tereza de Calcutá sentia raiva ou que Martir Luther King sentia medo.

Vivemos sistematicamente negando nossas emoções e jogando-as para baixo do tapete como se elas desaparecessem magicamente. E eis que elas se transformam em doenças, compulsões e toda sorte de lixo emocional tóxico de alta periculosidade.

Sentir para curar

Então, qual é a saída? Como já comentei estou fazendo um curso sobre maternidade e um dos módulos propõe que treinemos a expressão dessas emoções.

Confesso que num primeiro momento me pareceu óbvio e plausível, mas como é difícil entrar em contato com elas. Por mais consciente que eu esteja deste processo de repressão emocional, tão comum em nossa cultura e sociedade, é um desafio desconstruí-lo!

É preciso entrar em contato profundo com a raiva, o medo, a alegria e a tristeza. É como se fossemos um copo que vai guardando e uma hora transborda. A ideia é treinar o esvaziamento deste copo de modo consciente e sistemático. Isto é algo que eu ainda estou buscando, porque a minha primeira reação é negar ou não me permitir sentir o que eu estou sentindo!

Acho que, de certa forma, as correntes espiritualistas também atrapalham esta conexão com nossas emoções. Isso porque sentir raiva é pecado, sentir medo ou tristeza é sinal de fraqueza e por aí vai uma série de fantasias sobre como deveríamos ser ou sentir as coisas. Ficamos perdendo um tempo precioso reprimindo e negando nossa natureza ao invés de olhar para ela e APRENDER com ela.

A criança: sentir e expressar

A criança sente e expressa sem que exista bloqueios! E nós não estamos prontos para lidar com tamanha veracidade! Criamos regras sociais, normas de comportamento e conduta que são tão artificiais que, por vezes, nem nós mesmos conseguimos segui-las.

Estamos acostumados com adultos que dizem não faça isso ou aquilo: o que os outros vão pensar! Ou pior, condicionam o amor e a aprovação ao comportamento da criança: Seja uma boa menina, coma tudo! Desta forma, tendemos a limitar o quanto a criança pode ou não demonstrar o que sente. Vale a pena refletir mais a respeito das frases que ouvimos e das muitas que repetimos para nossos filhos Que frases da sua infância te impedem de ser a mãe que você quer ser?

Somos extremamente imaturos para lidar com a verdade que existe dentro de uma criança! Nós criamos tantos subterfúgios para lidar com nossas emoções que nos desconectamos profundamente delas. Mas as crianças podem facilmente nos ensinar este caminho de volta para nossa Essência.

Sentir: o caminho para nossa Essência

Trazemos muitas crenças limitantes sobre amor e valor de tantas e tantas gerações passadas… Se não pararmos e olharmos conscientemente para o que sai automaticamente de nossas bocas, repetiremos padrões de comportamento que não queremos com nossos filhos.

O desafio é a desconstrução de todos estes padrões e crenças que são nocivos e nos trouxeram onde estamos. Vale lembrar que nossos antepassados construíram muitas coisas importantes, que usufruímos com orgulho. E há outras que preferimos apagar da lembrança, manter em segredo como se este fosse capaz de suprimir dores, crimes e barbáries.

É preciso integrar as duas faces da moeda, é preciso lembrar o preço que pagamos pelo que temos, as consequências de nossas escolhas! Já falamos aqui sobre a importância de integrar os vários aspectos de nós mesmos e isso inclui todos os nossos ancestrais e nossa cultura!

O caminho para a integração é:

  1. a harmonização e integração do passado (não julgar e aceitar com amor!). Incluir em nosso coração tudo e todos, reconhecendo o valor e importância de sua trajetória para que pudéssemos chegar onde estamos!
  2. olhar profundo para o presente e o que sentimos. Deixar essas emoções, que ficaram por muito tempo trancafiadas, virem à tona. Acreditar que podemos expressá-las e curá-las para que possamos semear um futuro com mais possibilidades!

Conheço bem os desafios desta jornada, pois a estou trilhando. Mas confesso que cada vez vejo mais luz neste caminho de aceitação das sombras. Olhe para sua história com carinho, permita-se sentir e aprenda a expressar suas emoções de um modo saudável, consciente e com muito amor por si mesmo!

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar”.  Carl Jung

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