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A espiritualidade que habita em você!

star-997360_1280Muito se fala em fé, espiritualidade, religião, mas poucos são os exemplos do que tudo isso significa na prática. Acho que por isso construí minha noção particular de espiritualidade, contemplando a fé e em alguma medida a religião como ponte entre mim e o sagrado.

Vejo que muitas pessoas restringem a sua fé a uma parte de sua vida, ao momento em que vão à missa, à igreja, ao templo. Enfim, definem somente um espaço em sua agenda para se dedicar ao Divino e ao saírem de lá já se transformam nas mesmas pessoas que entraram sem nada agregarem à sua vida.

Embora respeite a forma como as pessoas exercem sua espiritualidade,  acho importante refletir sobre a vivência desta fé em todos os momentos. Acredito que, muitas vezes, as pessoas se prendem a ritos, orações prontas, recomendações pastorais e se perdem de sua conexão pessoal com Deus.

Apesar de vir da religião católica e ter muitas crenças dela, nunca gostei muito desta ideia de intermediários como padres em minha relação direta com Deus. Acho que Ele nos colocou aqui para experimentarmos este contato e treinarmos esta habilidade de comunicação divina. Não digo que não tenho fé nos anjos, santos etc, mas não sou muito adepta de interlocutores entre nós, rs.

Acredito que seja da forma como for, o importante é que esta relação de fé e espiritualidade esteja embasada em conteúdo interno e não em receitas ou orientações vindas de fora.

Se não prestarmos atenção e vivermos no piloto automático, acabamos indo à missa porque nos foi ensinado assim, comemoramos a páscoa ou o natal porque é feriado e comungamos para que ninguém fique nos observando ou julgando. Estou falando aqui do risco de imitarmos comportamentos pré-programados sem nos questionarmos ou refletirmos qual o seu significado para NÓS.

Por diferentes motivos de vida, esta foi uma das primeiras reflexões que fiz: se a religiosidade que meus pais ensinaram servia para mim ou não e qual seria a minha. Posso dizer que se trata de um questionamento árduo, às vezes doloroso, mais cheio de perguntas que respostas. Mas quando você encontra as respostas certas para você, tudo parece fazer mais sentido.

Hoje acredito que todos nós, cada um a sua maneira, podemos desenvolver e aprimorar este contato com Deus e desenvolver uma espiritualidade autêntica. Ela pode se iniciar dentro de uma prática religiosa, não há problema algum, mas é preciso estar atento para verificar se estou apenas engolindo o que me é passado ou estou mastigando, digerindo e avaliando o que faz sentido para mim.

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Vejo em diferentes religiões grandes aprendizados, mas é preciso estar atento para saber em que medida ensinam e em que proporção tentam manipular minha comunicação com o Sagrado. Lembro de fazer uma confissão na infância e dizer ao padre que eu pecava porque não rezava toda noite. Ele gentilmente me explicou que isso não era pecado, que a oração precisava vir do coração e não era uma obrigação, mas uma conversa com Deus.

A sabedoria daquelas palavras me fizeram perceber que muitas vezes a religião, ou a visão que fazemos dela, nos determina várias obrigações e culpas, modelos ideais que jamais conseguiremos reproduzir ao invés de ressaltar o que já temos de maravilhoso, o que em nós é único e especial.

Meu convite aqui é para estabelecer este diálogo com Deus, o Sagrado, o Divino – ou como prefiram chamar -. e estreitar cada vez mais esta relação, seja por meio da religião ou a partir de iniciativas próprias. Mas traga esta experiência para a vida cotidiana, para seus relacionamentos, traga os aprendizados e as reflexões para suas práticas e ações. Saia do automático e vivencie sua espiritualidade no agir, falar e pensar.

“Há tanto barulho no mundo.
Aprendamos a estar em silêncio dentro de nós mesmos e diante de Deus.” Papa Francisco

 

 


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