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Perfeição, perfeccionismo e afins: ferramentas de autocobrança

cup-211240_1280A ideia de perfeição ou o perfeccionismo, por muito tempo, representaram para mim um objetivo de vida. Aparentemente eles garantiriam um profundo comprometimento e dedicação de minha parte. Não pensava em ser melhor do que ninguém, queria mesmo era ser melhor do que eu mesma, como se estivesse num programa de melhoria contínua e pudesse ser como um gráfico que apenas se eleva.

Encontrei várias formas de validar esta “necessidade” ou esta “crença” de que meu aprimoramento contínuo era uma ótima filosofia de vida: o esporte, a religião e a vida acadêmica sempre foram formas que utilizei para alimentar isso.

O exemplo do esporte sempre foi muito forte com ídolos como Ayrton Senna que, a meu ver, também parecia vivenciar esta filosofia:

No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz. Ayrton Senna 

Determinação: o segredo do sucesso

acrobats-412011_1280Desta  maneira, uma velha crença que sempre tive é a de que tudo estaria bem se eu estivesse me empenhando ao máximo, se estivesse quase no meu limite de empenho. E, de fato, conquistei muitas coisas com esta filosofia. Afinal, é importante saber se esforçar, correr atrás do que se quer e ter determinação e paciência para conquistar um título, um emprego ou qualquer outra coisa que sonhemos.

A religião, da forma como eu a compreendi no desenvolvimento de minha espiritualidade, também me exigia isso: evolução. Sempre vi um caminho ascendente na escada da evolução espiritual. Tenho muitas dúvidas e angústias espirituais, mas a única certeza que sempre tive foi da razão de estarmos aqui: evolução. Por isso, sempre acreditei na necessidade de aprender, observar e me doar para as pessoas com amor e gentileza.

A minha vida acadêmica também foi muito beneficiada por este traço de minha personalidade, pois investi muita determinação em meus estudos. Eu sempre achava que poderia fazer melhor, estudar mais, aprender mais e, claro, isso resultava em boas notas, simpatia por parte dos professores e a confiança em minha capacidade de aprender e assimilar novos conhecimentos.

Reconhecendo limites, ampliando a visão

lookout-1166040_1280Entretanto, quando a vida foi se complexificando no mercado de trabalho, nos relacionamentos, na experiência mais real de uma capital como São Paulo, esta ideia de perfeição como objetivo de vida foi sofrendo abalos. Isto porque a perfeição exige um foco delimitado das coisas e quando você precisa desempenhar diferentes papéis é preciso saber fazer o “suficiente” em cada um deles! Sempre que você almeja a perfeição é necessária a revisão de cada detalhe minucioso. Isso pode fazer você perder o foco do todo e se torna arriscado não conseguir realizar quase nada.

Há muita controvérsia sobre a frase, que já se tornou jargão no mercado de trabalho e que não faço ideia de quem seja a autoria: “O ótimo é inimigo do bom!”. Para muitos significa que o “trabalho nas coxas” está instituído sem peso na consciência. Já, para perfeccionistas como eu, significa que é melhor atentar para a floresta do que ficar concentrada na árvore, rs.

Numa sociedade em que desempenhamos tantos papéis, é preciso desenvolver a habilidade de um equilibrista de circo para garantir um desempenho mediano em cada papel. Não queremos ser funcionárias ruins, também não queremos ser esposas ruins, menos ainda mães ruins, filhas ou amigas ruins ou, mais comum ainda, ruins conosco! Mas como é que equilibramos este tanto de papéis?

Usei o exemplo feminino porque este é o que experimento, mas os homens também exercem diferentes papéis atualmente. Os mais conscientes, buscam equilibrá-los para não representarem aquele típico caso do homem bem sucedido profissionalmente com uma vida pessoal medíocre. Para aprofundar a reflexão sobre estas escolhas, vale a pena assistir o filme Uma Segunda Chance, com brilhante atuação de Harrison Ford, cujo personagem mudou radicalmente de vida após sofrer um assalto.

Já somos perfeitos e suficientes, o resto é aprendizado!

pisa-171312_1280A questão é que muitas vezes buscamos a perfeição com medo de nosso melhor não ser suficiente. Mas o perfeito não existe e apenas se torna uma ferramenta de auto-cobrança exagerada que bloqueia nossas capacidades. Não estou defendendo uma postura relapsa ou desleixada com relação às coisas, mas uma postura de mais tranquilidade para lidar com os erros e aprender a olhá-los como grandes amigos para traçar novos caminhos de aprendizagem!

“Erre o máximo que puder. É aí que você vai conseguir o sucesso”.  Thomas J. Watson

Quando aprendemos a olhar nossos erros com carinho, também percebemos que eles fazem parte de nossa estrada! Como seria chata nossa vida se não houvesse possibilidade de aprendermos com nossos erros, com os tropeços… Se tudo funcionasse de acordo com a perfeição idealizada, nada faria sentido nesta existência, que acredito ser de profundo aprendizado.

Se Einstein tivesse se cobrado a perfeição provavelmente não teria sido o gênio que foi, pois teria perdido a paciência com seus sucessivos erros:

“Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui, nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis, a próxima tentativa pode ser a vitoriosa”. Albert Einstein

Equilíbrio: requisito para ser mais feliz!

silhouette-712399_1280Todas as grandes descobertas, invenções e belas obras foram fruto de momentos de inspiração. Vale a pena frisar que trabalhar e se dedicar é sim muito importante e o segredo do sucesso de muitas conquistas. Mas hoje eu acredito que para desfrutar de uma vida equilibrada é preciso procurar menos perfeição e mais aprendizado, menos nota 10 e mais 6 em diferentes disciplinas… Leia também 2° Passo para ser feliz: EQUILIBRAR-SE!

Temos a oportunidade de vivenciar uma experiência tão rica, para quê limitar nossas habilidades em uma determinada função, objetivo ou meta? Acredito que é preciso ampliar o olhar para enxergar que podemos muito mais do que sermos perfeitos, podemos ser humanos em conexão profunda conosco, buscando sim uma evolução “constante”. Esta passa por momentos de retrocesso, de caída, de medos, inseguranças que, se bem utilizadas, refletem fortalecimento interno. Leia também FORÇA INTERIOR: desenvolva a sua!

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