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Maternidade: a intensidade de sentir

Permita-se exercitar o sentir

Maternidade: a intensidade de sentir

Maternidade: Dia 15 de maio de 2016, tive a honra de trazer um serzinho muito especial ao mundo. E, com este processo, descobri a arte de sentir. Vivi um período de intenso aprendizado, muitos enfrentamentos e uma fase de profundo fortalecimento interno.

Permitir-se sentir

A maternidade é cheia de mitos, mistérios e sentimentos contraditórios! Foi assim comigo desde que eu me descobri grávida! De início não quis admitir, embora tenha me colocado à disposição do Universo para esta possibilidade. Depois, quando confirmei, eu quis esconder e ficar digerindo a informação lenta e intimamente. Afinal, é muito mágico saber que há um pequeno ser se desenvolvendo dentro de você! Eu me senti tão abençoada, tão envolvida por uma aura divina… Tive medo de não merecer, de não ser capaz de honrar a tremenda responsabilidade que esta benção me trazia.

Quando a notícia se tornou evidente eu já estava me acostumando com a ideia. Passei a curtir cada momento da gestação, especialmente os encontros com aquele bebê que ainda parecia um rascunho de gente! Ouvir o coração, ver a formação dos órgãos, através dos ultrassons, era um prazer indescritível… Este prazer se aprofundou ainda mais quando comecei a sentir as mexidas deste ser tão amado. Tudo foi vivido intensamente e com muita felicidade, inclusive os cutucões de um pé em minha costela…

Fazendo as contas notei que a bebê havia sido concebida juntamente com o Conexão Profunda. Então, me lembrei imediatamente do texto: Fertilidade: o poder de gerar a própria vida. Que milagre: fértil nas ideias, nas mensagens que trago com o coração e também capaz de trazer um novo ser ao mundo! A gestação foi extremamente tranquila e abençoada! Claro, houveram desconfortos, medos, ansiedades, angústias, não vamos romancear a coisa… Mas fato é que também senti uma conexão muito forte com a vida, com a espiritualidade, comigo mesma…

Em busca de aprofundar este contato procurei me interiorizar ao máximo, o que significou me blindar de comentários que me pareciam terrorismo para grávida. Aqueles tipo: “Você agora vai saber o que é amor de verdade; você nunca mais será a mesma; você nunca mais vai dormir; esta sua vida boa de agora, esquece!; seu casamento nunca mais será o mesmo!”.

Maternidade Real

As pessoas querem te alertar, mas acabam te assustando. Como tudo na vida, a maternidade não é um mar de rosas. Há momentos muito tensos e assustadores, mas há também uma profunda magia que estabelecemos nesta relação tão especial. Cada um sente, vive e experimenta de uma forma e isso deve ser respeitado. É preciso espaço para sentir!

Eu nunca tinha ouvido falar em puerpério, baby blues… Eu só tinha muito medo de ter depressão pós parto e ser olhada com cara de piedade pelas outras mulheres. Enfrentei muitos desafios e compreendi que minha vida tinha sido transformada em antes e depois do nascimento da minha filha. Mas eu não queria atribuir a ela o peso que eu sentia pairar por aí sobre a figura da mãe!

Para descontrair e exercitar olhar a maternidade por um outro prisma eu recomendo os vídeos da Hel Mother: ‘Hel Mother’ fala sobre o perfil da nova mãe brasileira

Tive o privilégio de desfrutar por uns 6 meses da companhia constante da minha própria mãe, que MUITO me ajudou na reta final da gestação e no início da maternidade real.  Foi uma excelente oportunidade para refletir sobre minhas origens, a relação com meus pais, em especial com ela. Refleti também sobre meus medos, minhas crenças limitantes, meus fantasmas internos… Posso dizer que amadureci de uma forma que jamais imaginei ser possível: é muito intenso!

Amor X Apego

Tive uma oportunidade ímpar de resgatar e fortalecer a relação com a mulher mais importante em minha vida: minha mãe! Dela recebi o dom da vida e com a ajuda dela este dom se manifesta em mim, através do amor de mãe que ofereço à minha filha. Renasço agora mais consciente e fortalecida, empoderada pela vida, pelo amor, pelo exemplo e pela consciência cada vez mais forte de que tudo é aprendizado.

Sei que tenho muito a descobrir neste novo papel! Tenho a honra de ter um companheiro de jornada maravilhoso ao meu lado e agora uma linda garotinha, cujo sorriso abrilhanta meus dias e me faz compreender o poder do amor… Com certeza ela será inspiração de muitas reflexões. Mas gostaria de registrar aqui o quanto sou grata pela oportunidade de fortalecimento e aprendizado que a vida me trouxe.

Precisamos ser humildes para permitir que as ilusões do ego se desvaneçam e o amor desponte puro e límpido em nosso ser. O amor de verdade não pesa, exige sim de nós comprometimento, mas isso não precisa ser pesado, dramatizado e intensificado de forma “negativa”. Estou em busca de ser a mãe possível para minha filha, não a mãe perfeita porque isso é ficção, mas ser a melhor mãe que posso ser, sendo eu mesma.

Somente uma mãe feliz é capaz de fazer um filho feliz e amado. Estou aprendendo que amor de mãe não precisa ser pesado, carregado de culpas e sacrifícios. É preciso exercitar a leveza, a responsabilidade, o respeito e o amor que se diferencia do apego por não apresentar fatura ou prestação de contas ao final!

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